3 de junho de 2016

A Farsa do Colágeno - O colágeno do nosso corpo é PRODUZIDO pelo nosso corpo!

    Há uma lenda de que a suplementação de colágeno em cápsulas ou através da gelatina (quem tem origem animal) faça bem para pele, unhas e cabelo. 

Constantemente algumas famosas falam que o colágeno é um de seus segredos de beleza. Se pesquisarmos pensarmos só um pouquinho veremos que isso não passa de uma falsa propaganda comerciária.
Animais que possuem pêlos e cascos fortes como cavalos, elefantes e vacas não comem gelatina e são vegetarianos!!!!!. De onde eles retiram o colágeno?


O colágeno é uma das proteínas que constituem cabelos, unhas, pele, ossos etc. O organismo é capaz de produzir através de aminoácidos ingeridos pelos alimentos.

O colágeno é uma proteína composta basicamente por 3 aminoácidos: lisina, prolina e glicina. Ao ingerir proteínas, o organismo as quebra em aminoácidos. Cada aminoácido se agrupa formando diversas proteínas que serão destinadas às várias partes do corpo como tecidos, cartilagem, cabelo, unha etc.

Não adianta comer gelatina ou tomar cápsulas de colágeno, já que o processo de digestão irá quebrar a proteína colágeno em aminoácidos. Independente se comermos carne, leite, soja ou gelatina, todos serão quebrados em aminoácidos. 



E todas as proteínas do nosso corpo são constituídas de aminoácidos. Ou seja: o nosso corpo utilizará os aminoácidos do colágeno para aquilo que precisar: produção de anticorpos, células sanguíneas, E todas as proteínas do nosso corpo são constituídas de aminoácidos. Ou seja: o nosso corpo utilizará os aminoácidos do colágeno para aquilo que precisar: produção de anticorpos, células sanguíneas, músculos, tendões…
Não há absolutamente nenhuma garantia de que sobrará aminoácidos suficientes do colágeno para serem utilizados pela pele!músculos, tendões…
Não há absolutamente nenhuma garantia de que sobrará aminoácidos suficientes do colágeno para serem utilizados pela pele.
A melhor maneira de ter pele, cabelo e unhas fortes é consumindo alimentos ricos proteínas e vitamina C. As melhores fontes vegetais são: cereais (milho, trigo, aveia, arroz, quinua etc) e leguminosas (lentilha, feijões, soja, grão de bico, ervilha etc).

Repetindo e reforçando:  a gelatina e o colágeno comercial são derivados de ossos, cartilagem bovina e pele suína. Fruto da morte de animais inocentes!!!!


Uma alternativa para quem gosta de gelatina é o ágar-ágar, que é uma alga marinha que possui a mesma textura que a gelatina. Pode ser encontrada em lojas de produtos naturais.


O colágeno do nosso corpo é PRODUZIDO pelo nosso corpo!
Para produzir colágeno precisamos não apenas dos aminoácidos, mas também de vitamina C, vitamina A, ferro, zinco e silício… nutrientes que encontramos em alimentos saudáveis como grãos, cereais integrais e hortaliças.

Fica o alerta!!!

Krsna Prema

22 de abril de 2008

A Saúde e a Arte da Nutriçao

A Saúde e a Arte da Nutrição

Se a índia é o berço da cozinha vegetariana, ela é também, de acordo com o texto _ Ayur-Veda – o berço da ciência da vida e da saúde. Não devemos nos surpreender com o fato de que as escrituras espirituais tratem de saúde, pois esses mesmo s textos afirmam que o copo humano representa uma dádiva de Deus para permitir que a alma se liberte do cativeiro do mundo material. É este o ângulo que os Vedas destacam a importância, para o espiritualista, de uma vida sã e equilibrada.
O Bhagavad-Gita declara: “Não há possibilidade de uma pessoa torna-se um yogi (espiritualista) se ela com, e em demasia ou se como muito pouco, se dorme em demasia ou se dorme pouco. Aquele que é moderado em seus hábitos de comer, dormir, trabalhar e de recreação pode mitigar todas as dores materiais praticando o sistema de yoga”. O Ayur-Veda afirma a esse respeito que a pessoa que deseja viver com saúde dever aprender a arte de comer corretamente para facilitar o trabalho de seu sistema digestivo, porque a má digestão é a origem da maioria das doenças.
Seguem-se alguns conselhos sobre a arte de se alimentar, tiradas do Ayur-Veda e de outros textos védicos.

Coma com moderação
Não se dever comer mais do que a metade da quantidade de alimentos que se julga poder absorver; deve-se reservar um quarto da capacidade do estômago para os líquidos e um quarto para o ar. Esta prática facilita a digestão e aumenta o prazer de comer.

Não apague o fogo da digestão
Conhecemos uma espécie de fogo, que utilizamos para cozinhar os alimentos, mas existe outro agindo no interior de nossos corpos com uma força invisível e que tem papel importante na digestão. Para não atrapalhar seu trabalho, é necessário saber quanto e como beber. A água bebida antes da refeição diminui o apetite, portanto, contribui na prevenção da obesidade. É também permitido beber um pouco durante a refeição, para ajudar o trabalho do estômago. Porém, beber após as refeições serve apenas para diluir as secreções gástricas e “arruinar” o fogo da digestão. Pode-se beber um copo d’água uma hora após as refeições, e de hora em hora, até a refeição seguinte.

Faça suas refeições num ambiente agradável
A ansiedade, a raiva e o nervosismo arruínam a digestão; é importante, portanto, fazer as refeições num lugar tranqüilo e agradável. Medite no fato de que sua nutrição representa a misericórdia de Deus, e divida-a com outros, sejam amigos ou convidados. Cozinhe, sirva e tome os alimentos com um espírito tanto de respeito quanto de alegria.

Seja regulado nos seus hábitos à mesa
Deve-se sempre fazer a refeição principal de preferência ao meio-dia, quando a força digestiva está no seu ponto máximo. A refeição matutina e o jantar devem ser mais leves. É recomendável esperar pelo menos seis horas após a uma refeição completa para comer novamente, e três horas após uma refeição leve. O fato de comer em horas regulares e evitar beliscar entre as refeições favorece o controle da língua e da mente.


Krsna Prema

19 de novembro de 2006

O que é Ayur-Veda?


Ayur-Veda significa conhecimento da vida (ayur=vida, veda=ciência ou conhecimento). É a ciência da saúde mais antiga da humanidade possuindo mais de 5000 anos de existência. A medicina Ayur-Védica é parte da ciência Védica e utiliza na sua abordagem terapêutica plantas medicinais, dieta, exercícios físicos, meditação, Yôga, astrologia hindu, massagens, aromaterapia, gemoterapia (tratamento com metais e gemas), cirurgia e psicologia.
O Ayur-Veda afirma que existem 3 humores biológicos no nosso corpo, chamados de Doshas: Vata que possui o elemento ar predominante, Pitta onde o elemento fogo é o principal e Kapha caracterizado pelo elemento água. Vata é como o vento ou o ar em movimento; é seco, leve, sutil e agitado. Pitta é semelhante ao fogo, caracteriza-se por ser quente, oleoso e leve. Kapha é como a água: úmido, frio, pesado e frio.

Na visão Ayur-Védica um excesso ou deficiência destas características descritas acima indica um desequilíbrio no Dosha (humor biológico) correspondente, o que gera alterações patológicas no corpo físico. Assim, Vata em desequilíbrio leva ao emagrecimento, debilidade, aversão ao frio, tremores, constipação, alterações no sistema nervoso, tonteira, colite, formação de gases e reumatismo. Pitta em desarmonia produz olhos e pele amarelados, fome em excesso, sede aumentada, febre, sensação de calor corporal, inflamações, infecções, azia e queimações. Kapha alterado gera fraqueza do sistema digestivo, palidez, calafrios, tosse com formação de mucosidades nos pulmões, sonolência, obesidade, hipoatividade das funções orgânicas e preguiça.
Com a Culinária Natural pela linhagem Ayur-Védica temos a mais absoluta certeza de que, sem agredir o paladar, podemos REAPRENDER A COZINHAR E A NOS ALIMENTARMOS de maneira saborosa, aromática, saudável, bonita, prática e econômica. E é possível livrar-se de disfunções orgânicas contrapondo-lhes vitalidade. E seu alimento pode fazer isso por você.

Buscando a harmonia do ser humano e o bem estar geral, pois tudo o que ingerimos torna-se parte dos nossos corpos e influencia diretamente o nosso estado de saúde e de consciência..
Krśna Prem
Culinarista Ayur-Védica e Trofoterapeuta

18 de novembro de 2006

O que é Trofoterapia?

Trofo significa alimentação e terapia é tratamento. Assim, Trofoterapia é a terapia através da alimentação. É utilizada para manter, desintoxicar ou restabelecer a saúde ao organismo humano, garantindo uma melhor qualidade de vida com resultado eficiente e rápido.

O objetivo da Trofoterapia é regular as funções orgânicas de um indivíduo sem produzir efeitos colaterais, é fazer com que o próprio organismo tenha condição de manter-se saudável com o uso de alimentos simples e naturais.
Como já ensinava Hipócrates: "Faça dos alimentos o seu remédio e do remédio os seus alimentos".

Importante na Trofoterapia é respeitarmos, entre outros, o princípio da combinação adequada de alimentos numa mesma refeição. Assim, as funções orgânicas são revitalizadas, havendo notável melhora do sistema de defesa.
A má combinação de alimentos pode resultar em um mal estar ligeiro de digestão e até graves problemas de saúde. Para que o seu organismo funcione bem, é importante cuidar da sua alimentação.

Os avanços das pesquisas comprovam, o que era antes já era sabido dos povos desde a antiguidade: os alimentos funcionam como os maiores e melhores remédios naturais para o organismo humano.

Assim, utiliza-se a Trofoterapia nas mais diversas situações, uma alimentação que traga bom aroma, ótimo sabor, efeito visual agradável e composta pelos ingredientes carreantes dos necessários fatores nutricionais, destacando-se os efeitos benéficos que tal alimentação promoverá ao organismo nas mais diferentes patologias.
Krśna Prem
Culinarista Ayur-Védica e Trofoterapeuta

28 de março de 2006

Água ou Coca-Cola?

A ÁGUA:

Um copo de água corta a sensação de fome durante a noite para quase 100% das pessoas em regime. É o que mostra um estudo na Universidade de Washington.

Falta de água é o fator nº 1 da causa de fadiga durante o dia.

Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia poderiamaliviar significativamente as dores nas costas e nas juntas em 80% das pessoas que sofrem desses males.

Uma mera redução de 2% da água no corpo humano pode provocar incoerência na
memória de curto prazo, problemas com matemática e dificuldade em focalizar uma tela de computador ou uma página impressa.

Beber 5 copos de água por dia diminui o risco de câncer no cólon em 4 5%, pode diminuir o risco de câncer de mama em 79% e em 50% a probabilidade de se desenvolver câncer na bexiga.

Você está tomando a quantidade de água que você deveria todos os dias?

A COCA-COLA :

* Em muitos estados nos EUA os patrulheiros rodoviários carregam dois galões de Coca-cola no porta-malas para ser usado na remoção de sangue da pista depois de um acidente.

* Se você puser um osso em uma tigela com Coca-cola ele se dissolverá em dois dias.

* Para limpar privadas: despeje uma lata de Coca-cola dentro do vaso deixe a "coisa" decantar por uma hora e então dê a descarga. O ácido cítrico da Coca-cola remove manchas na louça do vaso.

* Para remover pontos de ferrugem dos pára-choques cromados de automóveis:
esfregue o pára-choque com um chumaço de papel de alumínio (usado para embrulhar alimentos) molhado com coca-cola.

* Para limpar corrosão dos terminais de baterias de automóveis: despeje uma lata de Coca-cola sobre os terminais e deixe efervescer sobre a corrosão.

* Para soltar um parafuso emperrado por corrosão: aplique um pano encharcado com Coca-cola sobre o parafuso enferrujado por vários minutos.

* Para remover manchas de graxa das roupas: despeje uma lata de Coca-cola dentro do tanque com as roupas com graxa, adicione detergente e bata em ritmo regular. A Coca-cola ajudará a remover as manchas de graxa.

* A Coca-cola também ajuda a limpar o embaçamento do pára-brisa do seu carro.

Para sua informação:

O ingrediente activo na Coca-cola é o ácido fosfórico.
Seu PH é 2.8. Ele dissolve uma unha em cerca de 4 dias.
Ácido fosfórico também rouba cálcio dos ossos e é o maior contribuidor para o aumento da osteoporose.

Há alguns anos, fizeram uma pesquisa na Alemanha para detectar o porquê do
aparecimento de osteoporose em crianças a partir de 10 anos (pré-adolescentes). Resultado: excesso de Coca-cola, por falta de orientação dos pais.

Para transportar o xarope de Coca-cola, os caminhões comerciais devem ser
identificados com a placa de material Perigoso que é reservado para o transporte de materiais altamente corrosivos.

Os distribuidores de Coca-Cola têm usado a coca para limpar os motores dos seus camiões há pelo menos 20 anos.

Mais um detalhe: A Coca Light tem sido considerada cada vez mais pelos médicos e pesquisadores como uma bomba de efeito retardado, por causa da combinação Coca + Aspartame, suspeita de causar lúpus e doenças degenerativas do sistema nervoso...

A pergunta é:
.
"Você gostaria de:

... um copo de água ou um copo de Coca-Cola?"

27 de março de 2006

Ferro e Ácido Fólico nas Farinhas

Farinhas enriquecidas com ferro e ácido fólico e a dieta vegetariana: esclarecendo os mitos

Histórico

Em 2002 a Anvisa publicou a Consulta Pública número 51 prevendo a fortificação de farinhas de trigo e milho com ácido fólico, que teria por objetivo prevenir a má formação do tubo neural (estrutura precursora do cérebro e da medula espinhal) no feto.

Estudos demonstram que 70% dos casos de defeitos do tubo neural podem ser evitados com a suplementação do ácido fólico. A vitamina é encontrada em vegetais verde-escuros, frutas cítricas e cereais, além de produtos animais como fígado e carnes em geral.

Além do ácido fólico, a proposta da Anvisa também especificava a adição de ferro à farinha com a finalidade de prevenir a anemia ferropriva, o que já havia sido proposto em outra Consulta pública no ano anterior. A justificativa é que, segundo o Ministério da Saúde, 45% das crianças de até cinco anos (cerca de 10 milhões de pessoas) tenham algum grau de anemia.

A Consulta Pública foi adiante e virou legislação e o prazo para as indústrias se adequarem encerrou-se em 18 de junho de 2004. Hoje, todas as farinhas de trigo e milho, com exceção, por limitações de processamento tecnológico, de algumas formas dessas farinhas, são fortificadas com as substâncias. Para a indústria, o custo da fortificação da farinha é muito baixo. Para 100 kg do alimento são gastos, no máximo, R$ 0,05, ou seja, R$ 0,0005 para cada quilo, valor irrelevante no custo final do produto. Ainda assim, não deixam de haver custos indiretos para a implantação e adequação à nova legislação, como, por exemplo, ajustes no maquinário e revisão das embalagens.

Boatos na comunidade vegetariana

Foi apenas em 2005 que a comunidade vegetariana voltou a sua atenção para a questão. Desde então, diversos boatos passaram a surgir e, para sanar ás dúvidas que têm chegado a mim diariamente, reúno abaixo os esclarecimentos necessários acerca dessa questão.

A questão que passou a ser levantada pela comunidade vegetariana (a vegana em especial) pode ser sumarizada pelo seguinte trecho de uma mensagem recebida: Fiquei sabendo da lei que aprovaram dos alimentos serem enriquecidos com ácido fólico e ferro, e isso é obtido da hemoglobina, pelo que sei. Se você puder me informar se tem marcas que usam formas sintéticas de obter isso, agradeço”.

A partir desse mal-entendido, enquanto os boatos continuam a aumentar, alguns indivíduos deixam de consumir qualquer alimento que tenha sido preparado com farinhas de trigo ou milho, o que não se justifica, pois essas farinhas NÃO SÃO FORTIFICADAS COM COMPOSTOS DE ORIGEM ANIMAL!

Fatos e esclarecimentos

A Anvisa determinou que possam ser utilizados na fortificação os seguintes compostos: sulfato ferroso desidratado (seco); fumarato ferroso; ferro reduzido – 325 mesh Tyler; ferro eletrolítico – 325 mesh Tyler; EDTA de ferro e sódio (NaFeEDTA) e ferro bisglicina quelato. Outros compostos podem ser usados desde que atendam, no mínimo, ao mesmo nível de biodisponibilidade dos compostos citados acima.

Todos os compostos utilizados na fortificação são de origem química ou sintética, conforme explica a nutricionista da empresa Albion, Dra. Jussara Guerra Rodrigues: Dentre as fontes listadas na Portaria da Anvisa e no manual da EMBRAPA, nenhuma é de origem animal. A maioria são subprodutos da indústria química (como o sulfato ferroso e o ferro reduzido), outras são sintetizadas pelos laboratórios, como o ferro EDTA e o ferro aminoácido quelato (Albion). Esse último apresenta uma estrutura similar à estrutura da hemoglobina (2 anéis heterocíclicos formados por glicina), porém não é utilizada nenhuma fonte animal, sendo inclusive certificado como Kosher Parve e isento de organismos geneticamente modificados”.

O ferro oriundo da hemoglobina (animal) chegou a ser considerado para a fortificação, mas foi desqualificado devido ao risco da presença de contaminantes. Também o custo do composto de origem mineral é inferior. Para chegar a essa conclusão, basta uma reflexão sobre a logística que seria necessária para colher, transportar, armazenar, processar e controlar o sangue obtido de frigoríficos. Os compostos minerais são mais facilmente controlados e processados e por isso nenhuma indústria optou por insistir em compostos oriundos de produtos animais.

A nutriVeg Consultoria em Nutrição Vegetariana contatou algumas das indústrias químicas que fornecem a matéria-prima às indústrias alimentícias e obteve algumas respostas esclarecedoras. Seguem abaixo alguns trechos dessas respostas.

Mcassab: “Informamos que não são utilizados derivados de hemoglobina animal em fortificação de farinhas. Geralmente usa-se ferro reduzido ou sulfato de ferro”.

Roche: “Informamos que os sais de ferro que temos em nossas formulações são minerais inorgânicos

As exigências da legislação e as respostas das indústrias químicas são bastante claras e objetivas e não deixam dúvida sobre a questão: no Brasil, a fortificação de farinhas com ferro e ácido fólico não envolve a utilização de produtos animais.

Intervenções em saúde pública para vegetarianos e veganos

Enquanto os vegetarianos e especialmente os veganos poderiam beneficiar-se mais da fortificação de alimentos com a vitamina B12 ao invés do ácido fólico, há justificativas de saúde pública para a fortificação de farinhas com os compostos previstos nessa legislação, apesar da prática também ser passível de contestação.

A existência de questões como “todos devem ser submetidos à fortificação com ferro e ácido fólico quando muitos não necessitariam dessas substâncias adicionadas” sempre será um dilema interminável em saúde pública, pois nessa área as intervenções nem sempre (ou raramente) beneficiam a todos. Alguns irão comemorar os benefícios da adição do mineral e da vitamina às farinhas, pois esses são de fato carentes em determinados estratos populacionais, enquanto outros irão argumentar que o consumo excessivo de ferro é nocivo aos que já têm ingestão e níveis normais do mineral e assim por diante.

A intervenção correta seria uma pontuada, que oferecesse o nutriente carente às populações especificamente carentes no nutriente, e apenas a essas. Mas isso é uma utopia no nosso modelo social atual. Os veganos, que se beneficiariam da fortificação de alimentos com a vitamina B12 poderão um dia comemorar a implementação de uma estratégia ampla nesse sentido, enquanto outros grupos criticarão a iniciativa. Aliás, a deficiência de vitamina B12 também tem uma importante correlação positiva com a incidência de má formação do tubo neural, motivo que justificou a fortificação com o ácido fólico, mas olvidou o papel conjunto da vitamina B12.

Vegetarianos e veganos podem ficar tranqüilos com relação ao assunto da fortificação, uma vez que é claro que o processo de fortificação de farinhas com ferro e ácido fólico no Brasil não envolve o uso de produtos de origem animal.

À Sua Saúde!


Email recebido do
Dr George Guimarães Nutricionista CRN-3 7708
www.nutriveg.com.br


28 de fevereiro de 2006

O que você pensa da Medicina?

Vernon Coleman é autor de 95 livros, o inglês é um auto-intitulado defensor dos direitos dos pacientes. Em seus textos, publicados nos principais jornais do Reino Unido, costuma atacar a indústria farmacêutica - para ele, a grande financiadora da decadência - e, principalmente, os médicos que recusam tratamentos que excluam a utilização de remédios e cirurgias. Dono de opiniões polêmicas, Coleman ainda afirma que 90% das doenças poderiam ser curadas sem a ajuda de qualquer droga e que quanto mais a tecnologia se desenvolve, pior fica a qualidade dos diagnósticos.

Como um médico deve se comportar para oferecer o melhor tratamento possível a seu paciente?
Os médicos deveriam ver seus pacientes como membros da família. Infelizmente, isso não acontece. Eles olham os pacientes e pensam o quão rápido podem se livrar deles, ou como fazer mais dinheiro com aquele caso. Prescrevem remédios desnecessários e fazem cirurgias dispensáveis. Ao lado do câncer e dos problemas de coração, os médicos estão entre os três maiores causadores de mortes atualmente. Os pacientes deveriam aprender a ser céticos com essa profissão. E os governos, obrigá-los a usar um selo na testa dizendo "Atenção: este médico pode fazer mal para sua saúde".

Qual a instrução que pacientes recebem sobre os riscos dos tratamentos?
A maior parte das pessoas desconhece a existência de efeitos colaterais. E grande parte dos médicos não conhece os problemas que os remédios podem causar. Desde os anos 70 eu venho defendendo a introdução de um sistema internacional de monitoramento de medicamentos, para que os médicos sejam informados quando seus companheiros de outros países detectarem problemas. Espantosamente, esse sistema não existe. Se você imagina que, quando uma droga é retirada do mercado em um país, outros tomam ações parecidas, está errado. Um remédio que foi proibido nos Estados Unidos e na França demorou mais de cinco anos para sair de circulação no Reino Unido. Somente quando os pacientes souberem do lado ruim dos remédios é que poderão tomar decisões racionais sobre utilizá-los ou não em seus tratamentos.

Você considera que os médicos são bem informados a respeito dos remédios que receitam a seus pacientes?
A maior parte das informações que eles recebem vem da companhia que vende o produto, que obviamente está interessada em promover virtudes e esconder defeitos. Como resultado dessa ignorância, quatro de cada dez pacientes que recebem uma receita sofrem efeitos colaterais sensíveis, severos ou até letais. Creio que uma das principais razões para a epidemia internacional de doenças induzidas por remédios é a ganância das grandes empresas farmacêuticas. Elas fazem fortunas fabricando e vendendo remédios, com margens de lucro que deixam a indústria bélica internacional parecendo caridade de igreja.

E o que os pacientes deveriam fazer? Enfrentar doenças sem tomar remédios?
É perfeitamente possível vencer problemas de saúde sem utilizar remédios. Cerca de 90% das doenças melhoram sem tratamento, apenas por meio do processo natural de autocura do corpo. Problemas no coração podem ser tratados (não apenas prevenidos) com uma combinação de dieta, exercícios e controle do estresse. São técnicas que precisam do acompanhamento de um médico. Mas não de remédios.

Receber remédios não é o que os pacientes querem quando vão ao médico?
É verdade que muitos pacientes esperam receber medicamentos. Isso acontece porque eles têm falsas idéias sobre a eficiência e a segurança das drogas. É muito mais fácil terminar uma consulta entregando uma receita, mas isso não quer dizer que é a coisa certa a ser feita. Os médicos deveriam educar os pacientes e prescrever medicamentos apenas quando eles são essenciais, úteis e capazes de fazer mais bem do que mal.

Que problemas os remédios causam?
Sonolência, enjôos, dores de cabeça, problemas de pele, indigestão, confusão, alucinações, tremores, desmaios, depressão, chiados no ouvido e disfunções sexuais como frigidez e impotência.

Em um artigo, você cita três greves de médicos (em Israel, em 1973, e na Colômbia e em Los Angeles, em 1976) e diz que elas causaram redução na taxa de mortalidade. Como a ausência de médicos pode diminuir o risco à vida?
Hospitais não são bons lugares para os pacientes. É preciso estar muito saudável para sobreviver a um deles. Se os médicos não matarem o doente com remédios e cirurgias desnecessárias, uma infecção o fará. Sempre que os médicos entram em greve as taxas de mortalidade caem. Isso diz tudo.

Muitas pessoas optam por terapias alternativas. Esse é um bom caminho?
Em diversas partes do mundo, cada vez mais gente procura práticas alternativas em vez de médicos ortodoxos. De certa maneira, isso quer dizer que a medicina alternativa está se tornando a nova ortodoxia. O problema é que, por causa da recusa das autoridades em cooperar com essas técnicas, muitas vezes é possível trabalhar como terapeuta complementar sem ter o treinamento adequado. Medicina alternativa não é necessariamente melhor ou pior que a medicina ortodoxa. O melhor remédio é aquele que funciona para o paciente.

Em um de seus livros, você afirma que a tecnologia piorou a qualidade dos diagnósticos. A lógica não diz que deveria ter acontecido o contrário?
Testes são freqüentemente incorretos, mas os médicos aprenderam a acreditar nas máquinas. Quando eu era um jovem doutor, na década de 70, os médicos mais velhos apostavam na própria intuição. Conheci alguns que não sabiam nada sobre exames laboratoriais ou aparelhos de raio X e mesmo assim faziam diagnósticos perfeitos. Hoje, os médicos se baseiam em máquinas e testes sofisticados e cometem muito mais erros que antigamente.

Você faz ferrenha oposição aos testes médicos realizados com animais em laboratórios. De que outra maneira novas drogas poderiam ser desenvolvidas?
Faz muito mais sentido testar novas drogas em pedaços de tecidos humanos que num rato. Os resultados são mais confiáveis. Mas a indústria não gosta desses testes porque muitos medicamentos potencialmente perigosos para o homem seriam jogados fora e nunca poderiam ser comercializados. Qual o sentido de testar em animais? Existe uma lista de produtos que causam câncer nos bichos, mas são vendidos normalmente para o uso humano. Só as empresas farmacêuticas ganham com um sistema como esse.

O que você faz para cuidar da saúde?
Eu raramente tomo remédios. Para me manter saudável, evito comer carne, não fumo, tento não ficar acima do peso e faço exercícios físicos leves. Para proteger minha pressão, desligo a televisão quando médicos aparecem na tela apresentando uma nova e maravilhosa droga contra depressão, câncer ou artrite que tem cura garantida, é absolutamente segura e não tem efeitos colaterais.

Superinteressante - fevereiro 2004

25 de fevereiro de 2006

Radicais Livres x Alimentos Antioxidantes

O que são Radicais Livres?

Qual a relação da atividade física e a produção de radicais livres?

A alimentação pode combater os radicais livres?

O que são Anti- Oxidantes?

Quais as fontes alimentares ricas nesses nutrientes?

O que são os radicais livres?

Radicais livres são inimigos do organismo. Eles reagem com tudo o que encontram pela frente desestruturando a integridade das células. Os radicais livres estão ligados ao envelhecimento precoce.

Os radicais-livres são moléculas muito reactivas que oxidam os vários componentes das nossas células (ADN, o ARN, as proteínas, os lípidos e os açucares) e fazem com que deixem de poder ter as suas funções normais. O resultado? As nossas células começam a funcionar cada vez pior ou deixam mesmo de funcionar.

Qual a relação da atividade física e a produção de radicais livres?


São vários fatores que aumentam a produção de radicais livres no organismo como por exemplo infecções, radiações, doenças. A atividade física intensa também é um dos fatores que aumenta a produção de radicais livres. Os atletas e praticantes de atividade física, sendo ela intensa e prolongada, estão mais suscetíveis à produção de radicais livres, podendo levar ao envelhecimento precoce.

A alimentação pode combater os radicais livres?

Uma alimentação bem equilibrada e rica em frutas e vegetais retarda o envelhecimento precoce combatendo os radicais livres, além de trazer outros benefícios. Existem alguns nutrientes nos alimentos, em especial nas frutas e nos vegetais, que são antioxidantes. Os antioxidantes são responsáveis por combater os radicais livres. Os antioxidantes são principalmente as vitaminas A,C e E , algumas vitaminas do complexo B e também o Selênio.

O que são Anti-Oxidantes?

Os anti-oxidantes são moléculas que nos protegem dos radicais livres, porque os eliminam antes deles oxidarem os compostos das nossas células. As nossas células produzem alguns antio-xidantes, como por exemplo algumas enzimas e a glutationa

Quais as fontes alimentares ricas nesses nutrientes?

Mas uma parte dos anti-oxidantes são obtidos a partir da nossa alimentação:

Vitamina C: Morangos, Papaia, Manga

Vitamina E:, Maçâs, Pêssegos

Vitamina A: Leite

Carotenóides: Cenoura (sumo)

Por isso é muito importante que saibamos quais os alimentos que devemos comer e como fazer para manter essas substâncias tão importantes nos alimentos, quando os cozinhamos.

Vitamina C

laranja

limão

papaia

amora

morangos

manga

tangerina

batatas

couve

espinafres

couve de Bruxelas

couve flor

pimentos vermelhos

e verdes

bróculos

rábanos

nabo

tomate

Vitamina E

maçãs

alperces

pessegos

óleos vegetais

frutos secos

vegetais verdes

fígado

frango

peru

ovos

Vitamina A

leite

ovos

fígado

Carotenóides

cenouras

bróculos

couves

alfaces

laranjas

papaias

mangas

kivis

Ameixas

Coenzima Q-10

espinafres

brócolos

Amendoim

Selênio Cobre e Zinco

grãos de cereal

Polifenois

frutos silvestres

salsa

azeitonas

chá

cebolas

limão

pimentos

A vitamina E é encontrada principalmente no germe de trigo. Abacate, manteiga, sementes, brócolis, beterraba, folhas verdes, cereais integrais são boas fontes de vitamina E.

A vitamina C é encontrada nas frutas cítricas como laranja, limão, morango e em vegetais como brócolis, repolho, couve-flor, pimentão verde.

A vitamina A é encontrada em folhas escuras como espinafre, brócolis, salsa, couve. A cenoura e a abóbora também são boas fontes de vitamina A. Frutas de coloração amarelada e alaranjada como melão, laranja. O damasco é uma ótima fonte de vitamina A e também de vitamina C, sendo assim, um poderoso antioxidante.

As vitaminas do complexo B que são antioxidantes podem ser encontradas na levedura de cerveja, no arroz integral, na farinha de soja, nos pães integrais e cereais, nas carnes, nos vegetais de folhas verdes, nas vagens, no feijão.

O Selênio é um mineral de poder antioxidante. Pode ser encontrado nos frutos do mar, no brócolis, no repolho, no aipo, na cebola, no alho.

Existem alimentos que contêm substâncias chamadas flavonóides, que também são poderosos antioxidantes. As fontes alimentares que possuem esses flavonóides são as frutas cítricas, a uva, a cereja, o morango, o leite de soja, o tofu (queijo de soja), o brócolis, a cebola, o alho.

O licopeno é uma substância com ação anti-envelhecimento sendo encontrado principalmente no tomate, na melancia e na goiaba.

Essas substâncias bioativas (flavonóides e licopeno) auxiliam na prevenção e no tratamento de algumas doenças, além de retardarem o envelhecimento precoce. Os alimentos que contêm essas substâncias são chamados de alimentos funcionais pois ajudam a prevenir ou tratar doenças.

Como podemos ver, as frutas e os vegetais devem estar presentes na nossa alimentação diária pois trazem muitos benefícios à saúde. Atletas e praticantes de atividade física devem consumí-los em boas quantidades e dar maior atenção aos alimentos antioxidantes, prevenindo assim, doenças e o envelhecimento precoce. Consulte um profissional nutricionista em caso de dúvidas.

É importante lembrar que a alimentação deve ser equilibrada com todos os nutrientes garantindo uma melhor qualidade de vida.


CONSELHOS PARA MANTER OS SEUS ALIMENTOS CHEIOS DE ANTI-RADICAIS

•A maioria dos anti-oxidantes são destruídos pelo calor. Quando se cozem legumes, deve-se usar o pouca água e reduzir o tempo de cozedura. É preferível cozer a vapor!!!!

•A vitamina C perde-se para a água de cozedura. Pode guardar a água de cozer para fazer sopa!

•Os sumos de fruta naturais devem ser consumido imediatamente após serem feitos ou guardados no frigoríficos TAPADOS.

•A luz destrói a vitamina E: evite o contacto com a luz.

•A cozedura de alimentos com carotenóides não é completamente má, porque apesar de destruí-los, a cozedura também ajuda a sua absorção.

Sal Marinho X Sal Refinado

Na Natureza os seres vivos adquirem o sódio dos alimentos, sem precisar adicionar alguma coisa, como no caso do sal extra usado pelo homem. Na verdade, se vivêssemos em ambiente bem natural, usando apenas alimentos retirados do meio ambiente puro, não precisaríamos de sal.

Porém vivemos hoje uma situação artificial, sendo grande o nosso desgaste físico, mental e emocional e a conseqüente perda de minerais importantes, seja pelo "stress" moderno, excesso de trabalho, perturbações emocionais (por exemplo, o problema da perda de Zinco nas neuroses e psicoses) seja pelos anti-nutrientes da dieta comum (açúcar branco, farinhas refinadas etc.) e pela má alimentação em geral.

Existe muita confusão, no entanto, quanto ao uso do sal marinho puro e do sal refinado, sendo que o primeiro é que contém elementos importantes e o segundo é prejudicial.

O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado.

Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio entre outros elementos, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros. Uma indústria que esteja lucrando com a extração desses elementos do sal bruto é geralmente poderosa e possui a sua forma de controle sobre as autoridades. É claro que será então dada muita ênfase a importância do sal refinado empobrecido e pouca ao sal puro, integral, é lucratividade acima da saúde pública.

Durante a "fabricação" na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes.

Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de "controle". No entanto é geralmente usado numa quantidade 20 % superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas estão tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc.

O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais. O problema que fez com que se exigisse a iodatação artificial do sal é que industrias poderosas têm interesse na extração de produtos do sal bruto e na venda do sal refinado. Na trama montada, há também o interesse na venda do iodeto de potássio que gera lucros absurdos para multinacionais. Imagine-se quanto iodeto não é vendido uma vez mantido este processo.

Jacques de Langre chama esse mecanismo de "Big Oceano Multinacional Business Organization", capaz de controlar governos (principalmente o nosso...) e mobilizar profissionais cegos e manipulados da área de saúde a defenderem o sal refinado até mesmo na imprensa, como aconteceu recentemente no Brasil.

Existem problemas também não observados quanto à adição de iodo artificial. Os aditivos iodados oxidam rapidamente quando expostos à luz. Assim, a dextrose é adicionada como estabilizante, porém, combinada com o iodeto de potássio, produz no sal de mesa uma inconveniente cor roxa, o que exige então a adição de alvejantes como o carbonato de sódio, grande provocador de cálculos renais e biliares, conforme vários estudos científicos. Este produto existe em quantidades descontroladas no sal refinado, pois é impossível a sua distribuição uniforme. Produz cálculos em animais de laboratório, quando usado diariamente em quantidades um pouco inferiores as encontradas habitualmente no sal de cozinha.

Também no processo de lavagem são eliminados componentes como o plâncton (nutriente), o krill (pequeno camarão invisível) e esqueletos de animais marinhos invisíveis. De certa forma, em pequenas quantidades, estes fatores fornecem importantes oligoelementos como zinco, cobre, molibdênio etc., além de cálcio natural. O krill é o alimento único e básico das baleias.

Na industrialização do sal, freqüentemente é feita, então, uma lavagem a quente para melhor "clarear" o produto, perdendo-se aí a maior parte dos seus macro e micro elementos essenciais, a maior parte deles úteis na ativação e figuração de enzimas e coenzimas. A utilização do vácuo durante o processo auxilia também a perda de elementos.

Depois de empobrecido, o sal industrial é "enriquecido" com aditivos químicos, contendo então perto de 2% de produtos perigosos. Para evitar liquefazer-se e formar pedras (senão gruda nos saleiros e perde a concorrência para os sais mais "saltinhos"), recebe oxido de cálcio (cal de parede) que favorece também o aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar devido à sua origem não-natural. Depois outros aditivos são usados, como: ferrocianato e prussiato amarelo de sódio, fosfato tricálcico de alumínio, silicato aluminado de sódio e agentes anti-umectantes diversos, entre eles o óxido de cálcio e o carbonato de cálcio. Obtém-se assim o sal refinado que agrada a dona-de-casa: branco, brilhante, soltinho, rico em anti-umectantes, alvejantes, estabilizantes e conservantes, mas sem cerca de 2,5% de seus elementos básicos, que não são exigidos por lei...

Entre uma das perdas irreparáveis no sal refinado está o importante íon magnésio, presente no sal marinho sob a forma de cloreto, bromato, sulfato etc., de origem natural.

Sabe-se que a escassez de magnésio no sal refinado favorece também a formação de cálculos e arteriosclerose, além de arteriosclerose em diversas regiões do organismo quando o cálcio de origem não natural está presente, como é caso do sal industrializado.

Sabemos que o magnésio enquanto abundante no adulto é escasso em pessoas idosas, que está relacionado à sensibilidade precoce e impotência. O organismo adulto precisa de cerca de 1g de magnésio por dia. A desmineralização pela lixiviação do solo produz uma diminuição da quantidade de magnésio em vegetais e sementes. O magnésio também está diminuído nos cereais industrializados, farinhas brancas e sempre em quantidades suficientes nos produtos integrais.

O sal refinado comum de mesa processado à vácuo ou fervido, possui quantidade de 0,07 % de magnésio. O magnésio promove a atividade das vitaminas e estimula numerosas funções metabólicas e enzimas como a fosfatase alcalina. Participa de modo importante no metabolismo glicídico e na manutenção de equilíbrio fosfato/cálcio.

Testes de laboratório revelam que cobaias desprovidas de magnésio param de crescer e morrem em 30 dias. Os benefícios do sal rico em magnésio são devidos ao espetacular estímulo ao crescimento normal de células.

O sal marinho não é a única fonte de magnésio. Ele está presente normalmente nas folhas verdes (como núcleo da molécula de clorofila) e em muitos alimentos do reino vegetal. Com a alimentação a base de produtos refinados, como sal, açúcar, cereais etc., as pessoas estão expostas a muitos problemas, sem que as autoridades sanitárias atentem para a situação.

Não é necessário usar uma grande quantidade de sal marinho na dieta, como pode parecer. Bastam pequenas quantidades. Sabe-se também que o teor de sódio deste sal é menor que no refinado, que possui elevadas concentrações de sódio sob a forma de cloreto. Isto pode ser verificado provando-se os dois.

O sal refinado produz uma sensação desagradável devido a sua concentração, ao passo que uma pedrinha de sal marinho é até agradável ao paladar.

Devido ao seu elevado teor de sódio, o sal refinado favorece a pressão alta e a retenção de líquidos, o que não ocorre com o sal marinho. O hipertenso pode até usar sal marinho no alimento, dependendo da sua condição clínica, pois os teores de sódio são menores.

O consumo de sal refinado é hoje muito exagerado. A quantidade usada é estimada em 30 g por dia por pessoa, sendo maior se existe o costume de usar alimentos mais salgados do que o habitual. Um prato de comida contém de 8 a 10 g de sal, não estando com sabor muito salgado. Mensalmente uma pessoa consome cerca de 1 quilo de sal, o que é já um grande excesso.

Sabemos que quando um médico atende um paciente que sofre de pressão alta ele diminui ou suspende o sal, pois a sua capacidade hipertensiva já é conhecida, mas nada se faz para prevenir mais casos de pressão alta informando a população sobre os efeitos do sal refinado.

Ao contrario, levianamente, médicos e autoridades permitem que se use quanto se queira do mesmo. É freqüente que, quando alguém mais consciente recomenda ou usa o sal marinho, as "autoridades" reprove o uso preocupada com um fator menos importante que ela apenas “acha” que ocorre que é a "falta" de iodo do sal dos "naturalistas".

O mais curioso é que os médicos se esquecem, que também estão correndo o risco de sofrerem de hipertensão, problemas renais etc., pois usam o sal refinado.

Nos Estados Unidos e em vários países da Europa já existe sal "colorido". Podemos ter em casa um sal azul, vermelho, roxo, verde e qualquer outra cor que se queira, como mais um resultado da capacidade tecnológica da nossa civilização. Como mais um exemplo de fator anti-vida determinado por interesses em lucros fantásticos.

Resumo dos Efeitos do Sal Refinado e Doenças Correlatas:

* Hipertensão arterial

* Edemas

* Eclampsia e pré-eclampsia

* Arteriosclerose cerebral

* Aterosclerose

* Cálculos renais

* Cálculos vesicais

* Cálculos biliares

* Hipoplasia da tireóide

* Nódulos da tireóide

* Disfunções das paratireóides

Resumo dos Aditivos Químicos do Sal Refinado:

* Iodeto de potássio

* Óxido de cálcio

* Carbonato de cálcio

* Ferrocianeto de sódio

* Prussiato amarelo de sódio

* Fosfato tricálcico de alumínio

* Silicato aluminado de sódio

* Dextrose

* Talco mineral

Observação Importante:

O sal bruto, retirado das salinas não deve ser usado e sim o sal marinho moído fino (é o mesmo sal grosso próprio para churrascos). O sal bruto que provém dos compartimentos mecanicamente escavados das salinas possui até 20 % de agentes poluentes quando oriundo de baías poluídas pelas industriais.

No Brasil temos a sorte de não termos um sal bruto assim, pois a maior parte dele provém de Cabo Frio (RJ) e Mossoró (RN). Nos Estados Unidos o problema é mais grave, pois o sal contém de 7 a 20 % de agentes poluentes industriais e sujeira. Lá é necessário que ele seja bem lavado e refinado. O uso do sal bruto, mesmo que não muito poluído, está relacionado com o surgimento de calcificações e enrijecimento das juntas, pois estes problemas surgem quando há ingestão prolongada de água pura do mar. Aconselha-se o uso em pequenas quantidades do sal marinho, evitando-se retirá-lo diretamente das salinas. Ele deve passar antes pela primeira fase de lavagem leve, que não retira do sal elementos presos entre os cristais, como ocorre quando o sal é totalmente dissolvido nos tanques de hidratação e ionização.